quarta-feira, 13 de julho de 2011

Manuais Escolares e Dores de Cabeça

Começaram já as dores de cabeça dos milhares de encarregados de Educação pelo País fora... À medida que as crianças avançam na idade escolar, os preços dos manuais aumentam, o número de disciplinas duplica e a situação torna-se mais difícil. Num tempo em que há muita gente a viver com o ordenado mínimo, menos de 500€, há pais que pagam 30€ pelo livro de Matemática do 8º ano! E estamos a falar de uma disciplina importantíssima, que requer o manual obrigatoriamente. A grande maioria das pessoas que conheço consegue possibilitar aos filhos o material necessário para as aulas porque trabalha e recebe subsídio de férias que é totalmente canalizado para estes gastos, e quem recebe a recibo verde? e quem está desempregado? Este ano, embora não viva situações dramáticas, decidi reciclar os livros que tinha em casa, trocar outros que não preciso por manuais que não tenho e reciclá-los também, apenas por uma questão de princípio. É um total desperdício de dinheiro estarmos a comprar livros novos quando há possibilidade de os ter gratuitamente. Actualmente somos dominados pelo consumismo, as editoras fazem-nos crer que os manuais não são reutilizáveis fazendo livros suplementares de fichas de trabalho que apenas se vendem com o livro principal, truques para que a pessoa seja obrigada a comprar novo. É indecente nos tempos que correm permitirem isto, as pessoas estão pobres, criem regras para as editoras não roubarem as pessoas. Antigamente havia sebentas que dava para fotocopiar, onde não se faziam exercícios nem riscalhadas, que serviam apenas de base teórica para os alunos e professores. Hoje, os livros só falta falarem, é cds, suplementos, bonecada, designs xpto e mesmo assim, ou por causa disso, os resultados do ensino são inferiores.

Deixemo-nos de andar a brincar aos países desenvolvidos (com o dinheiro dos pobres), de portáteis e Magalhães, manuais interactivos e modernices. Menos palhaçada e distrações e mais trabalho.