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A mostrar mensagens de Março, 2019

Rebobinar até ao sítio certo uma cassete, uma arte perdida!

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Devia ter os meus 7, 8 anos, não consigo precisar bem, sei que era bem pequena e que já dominava um VHS. Um dia decidi ver um filme que estava numa sala pequena em casa dos meus avós paternos, onde havia várias cassetes, um leitor de VHS e uma televisão. Encontrava-me sozinha, como sempre gostei de estar, sossegada, enquanto os adultos faziam as coisa lá deles, conversavam coisas chatas e que não me interessavam minimamente. O título era "Música no Coração", e se tinha música, só podia ser bom. Rebobinei e comecei a ver, sem qualquer noção do que para ali estava. Uma música bonita surgiu e levou eternidades numa apresentação sem fim, com barulhos de pássaros a cantar, paisagens, casas, tudo bonito. Recordo-me de estar já a ficar sem paciência porque o filme demorava em começar, mas quando já estava prestes a desistir e mudar a cassete, a música desenvolve e diz que vai acabar, aproximando-se de um êxtase musical que todos reconhecem, até mesmo crianças. Entra a protagonista…

8 de Março

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Muitas vezes digo em desabafo ou frustração que "quem me dera ser homem!", tudo seria bastante mais fácil e leve. Há uma série de vantagens físicas, emocionais, para se preferir utopicamente ser homem; têm naturalmente mais força, logo, custa-lhes bem menos qualquer tarefa física, não sofrem de alterações hormonais mensais, nem dores regulares, não carregam filhos no ventre, não os expulsam ao fim de 9 meses, não precisam de fazer a depilação se assim o desejarem, não engordam com tanta facilidade, perdem peso rapidamente com meia dúzia de idas ao ginásio, podem nadar sempre que lhes der na real gana. Isto é só aquilo que me lembro assim de repente. Depois, numa outra área mais complexa, a social, nem vamos falar, não é? Já basta de gabarolice rapazes, todos sabemos como é bom ser-se macho por aqui. Isto é daqueles assuntos já tão falados que parece que nos estamos constantemente a repetir, e isso cansa. Mas, em 2016 tive o meu primeiro filho rapaz, e pensei, "bom, ago…