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Queques de Laranja

Para desanuviar um bocado, e como hoje o sol decidiu aparecer e alegrar um pouco a Lousã, aqui vai uma receita muito boa de queques de laranja. Aprendi a fazê-los num dia em que fiquei em casa em serviço de enfermagem, enquanto via/ouvia o canal SIC Mulher... onde passa um programa muito interessante de culinária de uma senhora inglesa que lambe os dedos enquanto cozinha, o que me fez logo gostar imenso dela, pois tenho o mesmo hábito... :) Então, a receita em si é rudimentar, e faz-se num abrir e fechar de olhos! Dentro de uma tigela juntamos: -250 gr açúcar, -250 gr de farinha, -250 gr manteiga amolecida, -4 ovos, -4 colheres de sopa leite, -raspa de uma laranja Tudo misturado, bem batido, (eu até faço na batedeira eléctrica que tem uma taça incorporada e bate sozinha a massa). Depois colocamos a massa em formas de papel, sim papel, não, não pega fogo!!, que pomos dentro de formas idênticas, mas de metal! Há uns tabuleiros próprios para queques, com os buraquinhos para as formas de p...

Mistérios da Lousã

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Na Lousã existe uma Academia de Bailado, conhecida por todos, onde muitas crianças estudam dança, música, instrumentos, canto, que ganhou merecidamente um lugar de destaque e prestígio na região! Nessa escola, uma iniciativa e um investimento particular de uma estudante adulta de Ballet, têm crescido muitas crianças; as primeiras turmas são hoje adolescentes, cheios de sonhos e ambições, como lhes é próprio da idade! O ensino do Ballet, enquanto disciplina séria e com futuro académico, era totalmente desconhecido na Lousã e abriu muitas portas de futuro para esses jovens. O seu percurso de vida nunca mais será o mesmo, enriquecido por essa aprendizagem pois há uma década atrás, na nossa vila, a cultura era ainda um luxo de alguns que se podiam deslocar a Coimbra! O sucesso deste sonho individual foi de tal forma rápido, que as instalações físicas da escola ficaram pequenas para tanta afluência e para o trabalho que começava a ser necessário fazer, agora já não era apenas um divertiment...

Pensamento do dia...

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Lembro-me da infância, e da sua alegria, chamar pela mãe com força, e tudo se fazia como que por magia....

Ó Tempo, volta p'ra trás!!

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Esta foto é muito engraçada... pertence à família paterna do meu marido e transmite-me sempre uma imagem alegre de família numerosa, com muitos filhos, como era habitual na época. Antigamente a vida, mesmo que mais pesada, era mais fácil. Havia tarefas de uns e de outros, hábitos enraizados, que funcionavam melhor ou pior, mas que íam orientado a sociedade. Hoje é tudo mais complexo, mais dispendioso, já ninguém quer o que queriam estas pessoas dos anos 40: uma casa, uma família, um emprego para o marido e saúde. Queremos mais, queremos diferente, mas o que é certo é que não consigo encontrar muitas fotos de hoje em dia, de uma família grande, com esta alegria! E confesso, adorava ter vivido nos anos 40, nos tempos em que o dia a dia era mais calmo, não teria de fazer 60 km todos os dias de carro para ir trabalhar, seria mãe a tempo inteiro, teria tempo para por vasos à janela, cultivar flores e encher a casa de perfume! "Ó tempo, volta p'ra trás....."

Bom Ano 2010!

Mais um ano, mais uma esperança renovada! Temos todos esta mania de pensar que ao virar o ano tudo muda, tudo se transmuta para algo melhor! O impossível fica possível, a tristeza pode virar alegria, apenas porque deixamos 2009 e entramos em 2010.... Será? Pessoalmente, 2009 foi um pouco decepcionante... objectivos que pareciam cada vez mais próximos, nunca passaram de desejos; alguns atropelamentos nos acontecimentos; mudanças drásticas no dia a dia; um acidente de viação com estragos materiais.... uma série de revoluções, mas com saúde, é preciso não esquecer! Em 2008 tinha a certeza de que 2009 seria um ano bestial.... mas o destino tem as suas regras e a elas não podemos fugir! Cabe-nos a tarefa de plantar sementes férteis de boa qualidade, de forma a colher as alegrias que desejamos! E isto faz-me pensar: e quando semeamos na nossa vida, na nossa casa, no dia a dia a discórdia, a tristeza, a decepção, a intolerância? O que colhemos? Desejo a todos um ano de boas colheitas, de ale...

Jardins esquecidos

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Ainda não há muito tempo, havia em Coimbra um jardim em plena cidade, grandioso pela sua vegetação densa, pelas suas escadarias sombrias, pelos seus recantos medonhos, de onde surgiam lendas e histórias de crimes.... Havia também um parque infantil, junto ao lago que acolhia cisnes, e repuxos em cada lanço de escadas, rodeadas por bancos decorados a azulejos com histórias.... E bem lá no cimo, como que a obrigar os visistantes ao cansaço, a Fonte da Nogueira, embelezada com Tritão a jorrar água da boca de um golfinho! Este fim de semana pude comprovar que o Jardim da Sereia está esquecido . Resolveram os problemas dos inquilinos indesejados com a abertura e luminosidade das matas, mas quebraram a mística secreta que por lá pairava; acabaram com os baloiços e os cisnes desapareceram; os repuxos estão estragados e os azulejos que cobrem os bancos, partidos, profanados; garrafas de cerveja por todos os cantos, lixo, pouco cuidado... enfim... uma tristeza. Mais uma das decepções que vivemo...

Os Silvas de Múceres

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Numa aldeia pequena, rodeada pela Serra do Caramulo, nasceram os Silvas, filhos de um casal que toda a vida não viu mais que a terra que trabalhava, ao frio e ao calor, sem feriados nem férias. Num tempo em que não existia televisão, telemóveis, computadores, internet, somente a necessidade de alimentar os filhos, e os braços para o fazer. As distrações seriam escassas, pois o dia acabava ao por do sol, e a manhã começava logo aos primeiros raios de luz. A casa ainda lá está, acolhe quem a visita, sempre a lembrar quem lá vai de que a vida já foi dura, madrasta, e hoje somos todos fidalgos, mesmo os plebeus! Todos deveriamos ter uma casa na aldeia, uma lembrança da época a preto e branco, para dar valor à vida a cores!