Advento 2010


Este ano, o Advento ganha um sentido especial. Há tantas coisas pelas quais tenho de dar Graças, tantas outras que preciso ultrapassar. A família, quando se começa a formar, envolve-nos de tal forma as vontades, que parece que ganhamos um novo Ego. Quem procura o Amor de um par para se completar, desengane-se, não é esse que vai preencher o seu coração. Há dentro de nós uma gaveta com sentimentos bem maiores que só se abre com a Família. Podemos tentar arrombar esse baú da Felicidade, vezes sem conta, abrindo portas e alçapões sinistros que só cheiram a bolor e muitas vezes ainda trazem ratazanas e pestes do género. No dia em que menos esperarmos, ali está ela, com uma chave dourada, raios de luz cintilante vêm do seu interior! Como que por magia, a chave roda sem esforço e somos envolvidos naquele calor consolador de um beijo de um filho. Aí está a recompensa da mãe vigilante e dedicada, ser amada incondicionalmente. Ser o mundo, o princípio e o fim dos seus filhos. Maria, a Mãe de Jesus foi a primeira representante deste fenómeno tão misterioso e profundo. Dediquemos a ela um pouco da nossa reflexão e dedicação. Este Advento vou acender as velas desse mistério, agradecendo a Deus os filhos que me deu e rezando pelas Famílias, representadas no Presépio pela primeira de todas, a Sagrada Família.

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