terça-feira, 3 de abril de 2018

Um ano a ler (e beber chá)





O nosso grupo de leitura fez um ano de existência no passado dia 26 de março! É curioso como 365 dias passam tão depressa, quando vistos em retrospectiva de algo que nos dá prazer! Se fosse doloroso e difícil, ainda estávamos a contar os dias... penosamente a olhar um calendário... Mas de facto foi num ápice enquanto lemos 10 livros (deveriam ter sido 12, mas vida de mães/avós/mulheres multifacetadas precisavam de outros 365 dias no ano...). Começámos a nossa aventura literária com o livro "o nosso reino", de Valter Hugo Mãe, e como adorámos a experiência, continuámos com "O último Catão", "Meu pé de laranja lima", "As intermitências da morte", "O outro pé da sereia", " O velho que lia romances de amor", "Memória das minhas putas tristes", "Mataram a cotovia", "Os despojos do dia" e "D. Amélia". Uma mistura de autores, épocas, estilos e temas, que encheram os nossos meses de 2017 de muita fantasia! Para quem leu obedientemente os livros propostos até ao fim, que é o grande objectivo do grupo, mas que nem sempre acontece (há muita rebeldia nestas tertulianas!), podemos concluir que ler é mais que uma experiência solitária e introspectiva. É uma transmutação a vários níveis, emocional, intelectual, social, que nos agrada profundamente, quando pensamos que somos várias pessoas a sentir e pensar um mesmo livro, a viver aquelas experiências não só com os personagens das obras, mas com todos os elementos do "Lousã Book Lovers". Começámos as tertúlias com 4 pessoas, e festejámos o primeiro aniversário com 8 presenças, e um bolo! Esperamos que em 2018 mais leitores se juntem a nós, que nos proponham os livros que os fizeram sentir algo, e venham ler as nossas sugestões também! A próxima reunião está marcada para o dia 22 de abril, pelas 20h30, na Taberna Burguesa, na Lousã, e o livro proposto é "A saga de um pensador" de Augusto Cury.
PS: É grátis e aberto a todos os géneros, desde que gostem de chá! ;)










quinta-feira, 15 de março de 2018

Ainda a Mulher...








Quem tem filhas adolescentes hoje em dia sabe o que são tutoriais de maquilhagem. Para quem não está familiarizado com o tema, são vídeos no youtube de raparigas/mulheres que se dedicam à explicação pormenorizada de como fazer uma determinada maquilhagem, utilizando a própria cara como modelo. Teoricamente até parece interessante, nem todas as mulheres sabem como fazê-lo, e no meu caso específico, sou uma autêntica atrasada mental no que toca a produtos de beleza. Fico a olhar para as prateleiras dos hiper-mercados, como se olhasse equações de matemática avançada. Nunca me interessou esse tipo de coisas, e durante muitos anos não precisei. Nem preciso, para falar a verdade. Aborrece-me a ideia de estar à procura da maquilhagem, o tempo que se perde nisso, e o pior de tudo, o facto de ser difícil retirar toda aquela pintura da cara para ir dormir. Sou demasiado prática para conseguir incluir este ritual cansativo no meu dia a dia. 
Voltando aos tutoriais, quem já os viu percebe que a maioria das protagonistas são feias nos primeiros minutos de vídeo, e que só depois de uma boa meia hora a fazer jogos de sombras e pinceladas é que ficam minimamente decentes, mas não um decente natural, um decente plástico e assustador. Perguntei à minha filha que assistia um desses vídeos como é que elas se podem assoar, depois de terminada a pintura... não obtive resposta, porque não há! A maquilhagem não foi feita para pessoas humanas, que têm mucos e lágrimas. Foram inventadas para "embelezar" meninas/mulheres que, sendo feias, ou naturalmente falíveis e borbulhentas, se tornam nuns robots, e tudo isso para agradar a sociedade... 
Sou daquelas mulheres que entende o feminismo de forma mais prática. Fazer o buço, uma depilaçãozita aqui,outra ali, sim, tudo bem. Passar horas a delinear riscos e sombras, carregar a cara de bases e tintas... não. Ninguém merece o esforço, muito menos a sociedade! 

quinta-feira, 8 de março de 2018

8 de março



É sempre uma data importante, o Dia da Mulher, por vários motivos. Uns odeiam estes dias especiais dedicados a um tema, outros adoram, outros fartam-se de lucrar com os mesmos. O que é certo é que mesmo controverso, todos falamos sobre ele. Não há mulher que não aproveite este dia para refletir sobre a sua condição, o seu "fado". Todos os anos sinto algo diferente a 8 de Março. Umas vezes apetece-me vomitar em todas as frases feitas e elogios à mulher, outras vezes quero aplaudir heroínas que tornam o facto de ser mulher prestigiante. Não se iludam, ser mulher é tramado. Desde pequenas que vivemos com a sombra da responsabilidade, da dor, da menstruação iminente, e quando crescemos não melhora! Se queremos família temos que nos sujeitar, passar por experiências dolorosas, por emoções devastadoras, por anos sem sono profundo... Quanto mais crescemos, mais aumenta a nossa responsabilidade, somos o mundo dos filhos, as psicólogas da família, o farnel dessa gente toda, a enfermeira de plantão ao serviço de urgência. Somos tudo e mais que possamos imaginar. Mas estranhamente adoramos esta vida de clausura e recolhimento, de entrega ao próximo, e se conseguirmos não desanimar nos períodos mais difíceis, crescemos interiormente de uma tal maneira, que já nem nos lembramos de como poderíamos alguma vez voltar a não ter cobranças ou exigências, sacrifícios e sono.
É uma aparente tragédia, um cenário de tortura, a que cada vez mais as mulheres fogem. Mas só foge quem não deu atenção às aulas de Português! Já dizia o poeta "Quem quer passar além do Bojador, Tem que passar além da dor! Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu."
E com estas palavras animadoras mando a minha amizade para todas as mulheres que se sentem pouco felizes nestas datas. Alegrem-se, os homens têm de fazer a barba todos os dias.... e.... pronto, é isso, mas não deixa de ser chato!



segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

8ª Tertúlia Literária "Mataram a cotovia"




A obra de Harper Lee é bastante conhecida nos Estados Unidos da América, é um livro que faz parte do currículo escolar dos adolescentes americanos, e deveria ser leitura obrigatória de muitos mais. Uma viagem ao Alabama dos anos 30, à pobreza, ao racismo, às mentes tacanhas e preconceituosas, pelo pensamento de uma menina de 6 anos, branca, filha de um advogado. A leveza do discurso infantil (imaginado por uma adulta), a inocência dos olhos de crianças perante a vida daquela época, as dúvidas éticas e morais face ao comportamento dos adultos brancos que simbolizavam a autoridade para os mais novos. Tudo isto num livro de fácil leitura, que nos leva pelo mundo do racismo, nos faz rir, nos aperta o estômago, até à última página. Não terminamos a obra sem imaginar como seria difícil a vida dos escravos, um inferno de trabalho e sofrimento, carregando filhos, cestas de algodão, enxadas, e injustiças, sempre calados e sem opção. Questionamo-nos como seria que a maioria de nós viveria enquanto homem branco, onde perderíamos a ingenuidade dos 6 anos, quando nos tornaríamos no carrasco e deixaríamos de ver nos negros um ser semelhante? Lutaríamos contra o sistema? Tudo isto é trazido até nós, e mais não digo porque quem não leu deve ter a oportunidade de fazer a si mesmo estas mesmas perguntas. E se possível, ser honesto consigo próprio!


quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

O Antes e o Depois



Não podemos ser hipócritas ao ponto de desprezar as maravilhas da internet, a evolução drástica que trouxe ao nosso dia a dia, a facilidade com que hoje fazemos certas tarefas. É muito bom ter amigos, família, contas domésticas, bancos, receitas da farmácia, datas das consultas, agendas com avisos sonoros, etc, etc, tudo no bolso, guardado no pequeno dispositivo com que às vezes falamos ao telefone. Não é bom, é ótimo! E quem disser o contrário, é porque é masoquista, ou não tem um androide e nunca percebeu como pode ter a vida no bolso. Mas não raras vezes, quando nos sentamos à mesa e cada um dos presentes pega no "seu mundo", olho em volta e penso como tenho saudades de ser primitiva. A alegria que era receber um postal, a aventura de namorar ao telefone com pessoas por perto, o perigo de corarmos e alguém perceber a conversa, como era libertador sair da escola e andar em silêncio sozinha nos transportes, ver a paisagem, observar os outros passageiros, olhar para a frente na rua e não para as mãos, chegar a casa e estar só. Aquela solidão imposta com que todos sabíamos conviver até aos anos 90 e que acabou. Ninguém faz nada sem espreitar o telemóvel que apita insistentemente, lembrando-nos de que alguém nos quer falar, comentou ou está apenas para ali à espera de um sinal. Como podemos estudar, cozinhar, ver um filme, e pior, ler um livro, se não largamos a bodega do aparelho?, que para piorar, ainda é portátil e pequeno? Já pensei várias vezes em tomar atitudes drásticas lá em casa, arranjar uma caixa à entrada na porta onde todos colocariam o telemóvel, em silêncio, e apenas lhe poderiam pegar ao outro dia antes de sair. Mas aquilo é danado, tem truques para viciar os mais inocentes, ou porque não podem perder as "chamas" numa aplicação, ou porque as amigas não param de pôr fotos e temos de comentar, ou porque estamos apenas todos viciados em egocentrismo. Lanço um desafio às minhas pequenas viciadas lá de casa, experimentem nas férias de Natal "brincar aos anos 90", desliguem os telefones, olhem para a frente, convivam com o silêncio da casa e do resto dos locais. Vão ver a quantidade de coisas que não conheciam.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Vende-se apartamento em local péssimo!



Sempre vivi em prédios, uns maiores que outros, com todas as suas vantagens e desvantagens... Conheci múltiplas personalidades e feitios, uma doida pelas limpezas, outra que aterrorizava as redondezas com uma bengala e cuspia ódio, homens calados e metidos consigo mesmos, crianças adoráveis, outras nem tanto, enfim... Nunca tive problemas com ninguém, mesmo quando a vontade que temos é de bater com o cabo da vassoura no tecto, nunca o fiz. Tento não valorizar certas coisas, ignorar alguns exageros, já que dias não são dias, mas às vezes é difícil! É difícil compreender porque cozinham às 23h00, riem de boca toda aberta até à 1h00 da manhã, porque deixam um cãozinho a ladrar horas consecutivas do lado de fora de casa, porque compraram um papagaio se não o suportam dentro de casa, porque insistem em reservar lugares de estacionamento dias inteiros para que os familiares possam arrumar os carros confortavelmente...
Não sei se é da idade, da falta de sono, da impaciência em geral, mas ultimamente os meus vizinhos andam a abusar! Acho que está na hora de me ir isolar numa cabana, longe da civilização, arranjar uns cães para guardar o terreno e ficar sossegada no meu canto. Não digo comprar uma caçadeira e sentar-me no alpendre à espera que um intruso me venha importunar, porque deve ser difícil comprar armas. Será assim tão difícil perceber que há pessoas que se deitam às 22h30 e que querem silêncio, que também têm o direito de estacionar na rua, que não têm de ser obrigadas a aturar os animais de estimação dos outros?
Haja paciência!!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Vamos lá deixar de tremer quando o assunto é este!



Dois homens são filmados a espancar um outro, já caído em estado letárgico, sem reação. Pessoas gritam das janelas, umas mais perturbadas que outras, perante o espetáculo ao vivo. Tudo começou aparentemente dentro do MacDonalds, à hora de abertura, dois rapazes de etnia cigana começam a implicar com um funcionário de 57 anos. Dão-lhe uns "cascudos", conforme relata o mesmo, e há agitação entre os funcionários. Entra um casal para tomar o pequeno almoço e depara-se com a cena, o rapaz decide acudir o homem, e pronto. É levado para a rua, onde o espancam violentamente, na maior das calmas. A namorada da vítima ainda leva umas chapadas, mas concentram toda a atenção no rapaz de 24 anos que fica inconsciente no chão. Estive a tentar não ver o vídeo, mas cedi à curiosidade e arrependi-me logo. Não tenho estômago para estas imagens, sejam elas reais, ou em filmes. É para a maioria das pessoas inconcebível este tipo de agressões, esta frieza que aparece em certos homens, que pontapeiam cabeças, como se nada fosse, sem remorsos ou culpas. Não é nada que não aconteça de vez em quando, certamente, apenas não é filmado sempre, nem partilhado nas redes sociais. Há no entanto algumas questões a fazer neste caso específico: certamente os funcionários do MacDonalds ligaram à polícia, que tem duas esquadras perto do local, os agressores levaram algum tempo a concluir o espancamento, afinal, vários vizinhos acordaram com o barulho, vieram às varandas e filmaram o final do crime. Porque não aparece a polícia entretanto? Porque não são apanhados os agressores na fuga, visto que o carro deve ter sido descrito às autoridades, e os ciganos dentro dele são referenciados de outras situações semelhantes?... Porque sentimos que na calma dos agressores está espelhada a impunidade constante em que vivem há vários anos? Quando é que põem estes criminosos de profissão no seu lugar e acabam com este faroeste na noite de Coimbra?
Vivem descansados a coçar o umbigo, encostados ao balcão do café, fazem umas negociatas pontuais para terem dinheiro de bolso e o resto é tudo dado e arregaçado. Ainda hoje passei no Ingote e vi uma família numa carrinha Passat de 2017, novinha em folha, cinzenta. Aquilo é carro para custar algumas dezenas de milhar. Expliquem-me lá como podem pessoas que vivem em bairros sociais comprar estes carros se não têm empregos com salários que lhes permitam pedir empréstimos ao banco? Pagam em dinheiro vivo? Então, mas como é que conseguem reunir tanta nota? Ganharam o Euromilhões? E os seguros do automóvel, são pagos? O Imposto de circulação, pagam-no? Continuemos a assobiar para o ar, que é melhor não nos metermos com ciganos, que isso é malta lixada! Ontem no Continente cruzei o caminho com uma família dessa etnia que seguia num dos corredores a fazer um alarido, como é habitual, a dada altura um de nós tinha de parar, para não chocarmos. Não me apeteceu mesmo nada dar-lhes passagem, e continuei, obrigando uma das mulheres a parar para eu passar. Ficou a olhar-me com cara de má, eu ignorei, como se nada fosse. Também tenho irmãos, primos e pais, isso não me dá o direito de fazer bulling constante a quem me apetecer. Não são mais que eu, habituem-se!

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Divas e Poetisas

Na última tertúlia literária do grupo "Lousã Book Lovers" conhecemos uma autora portuguesa contemporânea que nos deliciou com os seus poemas excêntricos, a sua simplicidade quase infantil e por vezes psicótica, de miscelânias incompreensíveis. Rimos muito a ler passagens do livro "Amanhã" de Adília Lopes. Não conhecia a senhora, mas fiquei fã, com a mesma admiração que sinto pela nossa Natália de Andrade, a Diva portuguesa do canto lírico do final do século passado. Há nelas a mesma genuína honestidade, que nos desarma, mesmo que provocando arrepios de dor e gargalhadas sufocadas. Ao ouvir Verdi pela boca de Natália ficamos extasiados e com pena da pobre senhora, tão orgulhosa das suas notas altas. Apetece-nos tirá-la do palco para a poupar à vergonha, mas não conseguimos deixar de ouvir, e no final, aplaudimos entusiasticamente. O mesmo se passa no livro da Adília, é viciante!


Excertos de Adília Lopes:


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Bem-aventuranças




Estou desde ontem a morder a ponta dos dedos (figurativamente, claro, que isso é nojento) por causa de opiniões que algumas pessoas regurgitam como se fossem grandes dizeres... também calhou ver um vídeo de um "religioso" a ofender uma pessoa gratuitamente, o que me enervou, e juntando tudo numa grande tigela de emoções, só me apraz dizer:

Não és gay, parabéns, mete-te na tua vida; És gay, parabéns, mete-te na tua vida; És religioso (e aqui a definição correta será: pegas na Bíblia e destilas ódio pelo teu semelhante que não pensa como tu), parabéns, fecha-te em casa e reza e mete-te na tua vida; És ateu, parabéns, mete-te na tua vida; Gostas de cães, parabéns, pega na trela e vai passear o boby, mete-te na tua vida; Não gostas de cães, parabéns, tens menos pêlos em casa para aspirar, mete-te na tua vida; Comes carne, parabéns, tens a tua vida culinária facilitada, mete-te na tua vida; Não comes carne, parabéns, consegues vencer a gula, mete-te na tua vida;
(podia ficar aqui o resto do dia a escrever, mas já estou mais leve...)

Bem-aventurados os que deixam os outros em paz e se metem na sua vida, porque deles será certamente o Reino dos Céus!

Podia colocar aqui um versículo, ou apenas o seu número, para dar mais credibilidade à minha parvoíce, mas entendo que os Iluminados que escreveram a Bíblia não fossem gostar dessa heresia. Ainda conseguiria enganar meia dúzia no FB e quiçá um dia, formar uma Igreja de ressabiados. Um dia, quem sabe, pra reforma, aqui fica uma ideia.

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Anos 90 e um bloco


Todos nós temos uma atividade que nos dá prazer, algo que fazemos com facilidade e gozo, uns pintam, outros cantam, outros escrevem, com mais ou menos regularidade, mas sempre com felicidade. Um escape que nos segura e alimenta a alma e que, nos casos mais "graves", nos garante a sanidade mental. A maioria só o descobre quando já está a chegar à fase mais adulta da sua existência, que nos limita mais fisicamente e nos impele a encontrar uma outra forma de dinamismo. Mas há casos em que trazemos connosco esse vício desde novos, mais adormecido, mas sempre presente. Eu sempre gostei de escrever (e ler), e rabiscava em cadernos que tinha para o efeito, quando ainda não havia tanta tecnologia disponível. Encontrei noutro dia um desses blocos do século passado, com pensamentos que não me recordo de pensar, sentimentos que já não fazia ideia que tinha sentido, como se lesse alguém completamente diferente. Uma experiência muito interessante, que me transportou para os anos 90, no tempo em que achava que certamente o futuro seria aquilo que eu quisesse, e desdenhava nos hipotéticos contratempos que surgissem pelo caminho. Pensei em mostrar às miúdas lá de casa, como curiosidade familiar, mas tornei a fechar o caderno e a colocá-lo naquele buraco escuro, que já não me recordava de ter encontrado para selar tudo aquilo. Não vale a pena ter que refazer toda a imagem maternal construída nestes belos anos de vida familiar. Vamos deixar a Mãe sagrada e excepcional! ;)