segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A Natalidade, tarefa Divina


Depois de nascer um bebé somos catapultados para um dia a dia caótico e desorganizado, onde nos sentimos absolutamente abalroados por uma onda gigante que ironicamente não mede mais que cinquenta centímetros... Toda a família direta é acordada para esta realidade, sem dó nem piedade, e mesmo nas casas onde os bebés já não são nenhum segredo, como é o meu caso, não há nada que nos prepare para os primeiros meses de vida de um ser Humano. Gritos, exigências, dores, sono, os bebés não nos poupam a nada, berrando a plenos pulmões tudo o que sentem, e voltando ao estado fofinho em nano-segundos, só para nos enganar por breves momentos e prevenirem-se de que não cometemos nenhuma loucura, sorrindo-nos batendo as pestanas... É preciso muita saúde mental para criar um filho, muita abnegação e sacrifício para viver durante vários meses uma vida de reclusão e sono. Uma tarefa difícil, a mais difícil das nossas vidas, mas que não trocávamos por nada neste mundo, porque depois de vermos o nosso filho pela primeira vez, mesmo todo negro, sujo e enrugado, ficamos enfeitiçados, e nasce em nós qualquer coisa esquisita e poderosa. Uns chamam-lhe instinto, mas eu quero crer que é um Dom Divino. Pois só algo de Transcendente poderia fazer-nos sentir um Amor tão bom por algo tão difícil... 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Destino, Karma, Sorte, Azar e outras fatalidades


Durante algum tempo, principalmente nos primeiros 20 anos da nossa existência, temos a ilusão de que somos donos do nosso presente, e que iremos com toda a certeza comandar de forma eficaz toda a nossa vida. A saúde não nos falta, subimos escadas com uma ligeireza que mais tarde nos fará desejar voltar atrás no tempo, amamos com a mesma facilidade e intensidade com que detestamos... 
Se ao menos alguma alma nos avisasse do que estava para vir.... Quantos maços de tabaco deixaríamos de fumar, quantas certezas manteríamos na dúvida, quantas noitadas passaríamos na caminha a dormir sossegados, em vez de arrastarmos os nossos "herculeanos" corpos até às tantas da madrugada, intoxicando todas as células possíveis e imaginárias....
Descobriremos sempre tarde demais, nunca daremos atenção ao conselho sábio de alguém mais experiente e, na hora de escolher o prato, devoraremos tudo o que for frito e amarelo, em detrimento do que a nossa mãezinha nos ensinou... Ou seja, o Homem é, de todas as espécies animais, a menos desenvolvida, e que precisará de largos milhares de anos até atingir a perfeição e nível espiritual que todos os outros animais parecem ter já atingido. Não há pássaros obesos, os macacos não vivem infelizes nem deprimem, o cão, o gato, o peixe, todos nascem sabendo o que fazer da vida: seguir o instinto animal e as regras da Natureza!
O Homem, por seu lado, continua às cabeçadas, de um lado pro outro, fazendo tudo errado nos primeiros anos da vida, sofrendo as consequências disso e lamentando-se no final... E mesmo assim, ainda não encontrámos uma forma de explicar aos recentes bebés humanos o caminho da felicidade! Ao contrário dos bebés das outras espécies, o Humano não percebe nada.... Só pode ser Destino, Karma, Sorte, Azar ou outra fatalidade.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Kony 2012


A verdade é que todos sabemos que há atrocidades, se nos pedirem para não concordar com elas e ajudarmos a divulgar o criminoso que as comete, vamos fazer o quê?  
http://www.kony2012.com/
http://www.youtube.com/watch?v=Y4MnpzG5Sqc

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

"Somos Solidários?"

O meu grupo de Catequese vai fazer um estudo à população da Lousã, a fim de descobrir como anda a tão falada "Solidariedade"! Queremos saber, na prática, como nos costumamos comportar perante a nossa comunidade. Todos os que vivem na Lousã podem participar, crianças, adultos, quantos mais melhor. Os resultados deste trabalho serão publicados no Jornal da Catequese, que sairá pouco antes do Natal! Não deixe de participar e claro, de comprar o jornal!


Na minha Paróquia:
1. Sei a quem posso dar donativos, comida, roupas, etc

2. Em que locais, dias, horas
3. Gostaria de ter essa informação?
4. Conheço lares/instituições de apoio a crianças no meu Concelho?
5. Já visitei?
6. Sei quem lá vive, rapazes, raparigas, idades, e as necessidades que vivem?
7. Conheço pessoas idosas que vivam perto de mim?
8. Costumo conversar, dizer bom dia?
9. Sei se vivem bem ou passam necessidades?
10. Já tentei ajudar: fazendo recados, ajudando a carregar compras?
11. Conheço crianças que vivam perto de mim?
12. Sei se são felizes?
13. Conheço a família delas?
14. Preocupo-me se souber que a família é pobre e/ou passa por necessidades?
15. Tento ajudar?

 
As respostas, SIM ou NÃO para cada questão, devem ser enviadas para o email anafilipasilvarosa@gmail.com, apenas com idade e sexo da pessoa.
Muito Obrigada a todos!! :))

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Para cima é o Caminho!

Se prestássemos atenção ao que nos rodeia, se parássemos por instantes a nossa louca vida e abríssemos os olhos às coisas simples da Natureza, conseguiríamos descobrir os segredos do Cosmos, tão honestamente revelados nos livros abertos do Mundo. Ao me deitar sonolenta no chão de um pinhal, depois de um pic-nic veraniano, vislumbrei numa cena tão banal, um ensinamento crucial da Vida de uma pessoa: "Para cima é o Caminho!", dizia o Pinheiro centenário. Só faltou a queda de uma pinha na testa para zombar com a minha ignorância humana. Isso sim teria sido épico e digno de gargalhadas! Mas não, nenhuma pinha, nem pinhão, apenas aquele silêncio, com um testemunho de quem, à margem de tudo e todos, vai cumprindo o seu destino e chegando, a cada dia, um bocadinho mais perto Dele.
Caminhemos sem pressa, pois cada passada só pode ser dada na medida exacta do passo. Sem rotundas nem cruzamentos, para cima!!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Manuais Escolares e Dores de Cabeça

Começaram já as dores de cabeça dos milhares de encarregados de Educação pelo País fora... À medida que as crianças avançam na idade escolar, os preços dos manuais aumentam, o número de disciplinas duplica e a situação torna-se mais difícil. Num tempo em que há muita gente a viver com o ordenado mínimo, menos de 500€, há pais que pagam 30€ pelo livro de Matemática do 8º ano! E estamos a falar de uma disciplina importantíssima, que requer o manual obrigatoriamente. A grande maioria das pessoas que conheço consegue possibilitar aos filhos o material necessário para as aulas porque trabalha e recebe subsídio de férias que é totalmente canalizado para estes gastos, e quem recebe a recibo verde? e quem está desempregado? Este ano, embora não viva situações dramáticas, decidi reciclar os livros que tinha em casa, trocar outros que não preciso por manuais que não tenho e reciclá-los também, apenas por uma questão de princípio. É um total desperdício de dinheiro estarmos a comprar livros novos quando há possibilidade de os ter gratuitamente. Actualmente somos dominados pelo consumismo, as editoras fazem-nos crer que os manuais não são reutilizáveis fazendo livros suplementares de fichas de trabalho que apenas se vendem com o livro principal, truques para que a pessoa seja obrigada a comprar novo. É indecente nos tempos que correm permitirem isto, as pessoas estão pobres, criem regras para as editoras não roubarem as pessoas. Antigamente havia sebentas que dava para fotocopiar, onde não se faziam exercícios nem riscalhadas, que serviam apenas de base teórica para os alunos e professores. Hoje, os livros só falta falarem, é cds, suplementos, bonecada, designs xpto e mesmo assim, ou por causa disso, os resultados do ensino são inferiores.

Deixemo-nos de andar a brincar aos países desenvolvidos (com o dinheiro dos pobres), de portáteis e Magalhães, manuais interactivos e modernices. Menos palhaçada e distrações e mais trabalho.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Carlos Reis, um Mestre entre os pintores!



São muito poucas as pessoas que conseguem rabiscar num papel um desenho e conseguir obter arte, e algumas, como eu, ao tentar desenhar um cavalo, imitam um cão.... É um dos desgostos que tenho, sei fazer muitas outras coisas, e bem, mas desenhar não é para mim. Por isso, e porque a pintura é uma arte muito franca e simples, fico tão impressionada quando alguém pegando em alguns pincéis e tintas de óleo, consegue fazer um quadro como este que vemos, um retrato do povo, num Baptizado, onde claramente se percebe a luz, a textura, as expressões das pessoas... É quase difícil de acreditar que tenha sido uma pessoa e não um computador a desenhar isto! Dons de Deus, que às vezes são emprestados aos Homens, neste caso específico, a Carlos Reis, um Mestre na arte de pintar, que merece honras na Vila da Lousã, terra que prendeu o seu coração e onde tantas obras se inspiraram.... Alguns quadros famosos de cenas quotidianas ali foram feitos, e um deles, a "Lenda da Princesa Peralta" podemos encontrá-lo na Câmara Municipal da Lousã, para sempre grandioso e cheio de mistério.

Em Torres Novas, a sua terra natal, existe um Museu que quero ir visitar, dedicado a este Mestre das Belas Artes, que tantas vezes esquecemos!

segunda-feira, 28 de março de 2011

D. Rosa!

Recentemente tenho me apercebido de que as crianças, mesmo já na primária, apresentam um padrão de comportamento agressivo que ultrapassa todas as barreiras do aceitável! Se antigamente a violência física, nomeadamente entre alunos, era recorrente nos recreios e até socialmente aceite, hoje, os nossos valores anti-contacto físico, transportam os miúdos para um conceito de agressão ainda mais nocivo. Se a violência é uma forma de expressão mal resolvida, que temos de ensinar as crianças a ultrapassar, então como conseguir fazê-lo se a maneira como ela se apresenta é quase transparente e invisível? Muitas vezes, só nos damos conta que um filho nosso ou criança conhecida é alvo de agressões, quando chora pelos cantos e já não consegue esconder o sofrimento. Se um olho negro ou roupa rasgada é denunciadora e prova de que algo está mal, um ataque verbal, psicológico recorrente leva muito tempo a ser desmascarado, ou nunca se descobre. Na passagem da idade pré-escolar, para o ensino básico, as crianças são bombardeadas com uma realidade verbal que não entendem, que memorizam e repetem, sem noção da gravidade do que dizem. A naturalidade com que passam a utilizar esse vocabulário, pelo menos nos recreios, é assustadora e banaliza a falta de educação. Temos de repensar muito bem aquilo que andamos a ensinar às crianças, que comportamentos queremos que eles imitem, que limites lhes damos e até onde podemos aceitar que se insultem gratuitamente no meio escolar.

Este cenário faz-me sentir saudades da Dona Rosa, a minha Professora Primária, que simbolizava a disciplina, com a sua bata branca e olhar forte. Quantas reguadas não levavam hoje em dia meninos da mamã, filhos de gente chique, que antigamente costumavam ser a fina prata das salas de aula!! Coisa impensável nos anos 80, bater no filho do Sr Dr., porque ele disse um palavrão a um colega ou mandou a senhora auxiliar para um certo sítio! No meu tempo as reguadas estavam destinadas a rufias, a rapazes repetentes que nos puxavam os cabelos, nunca a meninas de sabrina!

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Agricultura, será o Futuro?


É das adversidades que nascem as ideias, sem problemas, não há necessidade de soluções. Se tudo estiver bem, porquê mudar?
Penso que esta tem de ser a atitude. Se estamos com dificuldades, se tudo aumenta, menos os ordenados, se há desemprego, se há desespero, temos de pensar friamente e questionarmos o nosso modo de vida. Até que ponto não gastamos mais do que precisamos? Porque temos tv cabo, internet, telemóveis, Magalhães, jogos de consolas, penteados de cabeleireiro, roupas de marca, acessórios, unhas de gel, goluseimas, bolos e afins, se nada disto é preciso para viver? Porque nos preocupamos tanto com o facto de deixarmos de ter dinheiro para ter tudo aquilo, se não sabemos plantar nada, semear tão pouco, nem fazemos ideia do que significa sachar batatas? Eu sou uma delas. Se perdesse tudo hoje, e apenas tivesse uma horta para poder alimentar os filhos, choraria desesperada a olhar a terra vazia, pois nunca peguei numa enxada e a única coisa que consigo identificar na foto acima são as alfaces!!
Não estaremos a falhar em alguma coisa?? Porque somos nós tão ignorantes em Agricultura? Porque ensinam aos nossos filhos como colocar um preservativo, (e isto é verdade), usando uma banana, e não lhes ensinam como semear, sachar e apanhar batatas?? O processo do cereal até se tornar farinha para pão e bolos; como semear feijões e tomates?; as estações do ano e as diferentes culturas....
Porque não haver uma disciplina obrigatória de agricultura, assim como as ciências e os laboratórios, pois é mais provável que precisemos de plantar couves que dissecar um animal!
Deixo aqui a minha ideia: tornar a Agricultura parte das nossas vidas. Enquanto os alunos andarem a cavar terra e a regar as alfaces não têm tempo pra precisar de ensinamentos sobre sexualidade precoce. E um dia mais tarde terão um modo de sobrevivência e uma sabedoria que realmente serve para alguma coisa.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Campanha Solidariedade "Lar de Semide"

Esta Natal, como muitos já sabem, propus ao meu grupo de catequese, meninos do 3º ano, organizarmos um Cabaz de Natal para rifar, de forma a conseguir algum dinheiro para doar a uma instituição de solidariedade, da nossa zona. Decidimos, por variadas razões, eleger o "Lar de Semide", sediado no antigo mosteiro de Semide. Um Lar de apoio a rapazes, que lhes assegura a morada, a segurança e apoio de uma família, em situações pontuais ou de internamento contínuo. Daquelas instituições importantes, que não podem faltar pelo País, infelizmente. Nesta em questão, uma obra da Cáritas, vivem rapazes dos 10 aos 15 anos, que, como qualquer instituto do género, precisam sempre de alguma coisa. Roupa, artigos de higiene, brinquedos, foram as necessidades transmitidas ao nosso projecto. Desde muito cedo se organizou o Cabaz, se distribuiram as rifas pelos meninos e se divulgou a campanha. O resultado foi muito positivo, com variados donativos e prendas. As receitas obtidas pelas rifas foram entregues no Lar e já tinham destino, uma Playstation 2. Foi com muita alegria que trabalhei, junto com os meninos, amigos e familiares, nesta iniciativa de solidariedade. Afinal, ser Cristão não é nada mais que isto: ver um irmão que precisa, levantar-se e ajudá-lo!
Obrigada a todos os que colaboraram!
O Mosteiro visto de fora, imponente, e com uma vista lindíssima sobre Miranda e a Serra da Lousã!
Um dos corredores dos claustros deste belo edifício!

Cabaz, donativos de roupas, produtos de higiene, prendas variadas recolhidas nesta Campanha de Natal!
Receitas das rifas foram bem gastas!