Destino, Karma, Sorte, Azar e outras fatalidades


Durante algum tempo, principalmente nos primeiros 20 anos da nossa existência, temos a ilusão de que somos donos do nosso presente, e que iremos com toda a certeza comandar de forma eficaz toda a nossa vida. A saúde não nos falta, subimos escadas com uma ligeireza que mais tarde nos fará desejar voltar atrás no tempo, amamos com a mesma facilidade e intensidade com que detestamos... 
Se ao menos alguma alma nos avisasse do que estava para vir.... Quantos maços de tabaco deixaríamos de fumar, quantas certezas manteríamos na dúvida, quantas noitadas passaríamos na caminha a dormir sossegados, em vez de arrastarmos os nossos "herculeanos" corpos até às tantas da madrugada, intoxicando todas as células possíveis e imaginárias....
Descobriremos sempre tarde demais, nunca daremos atenção ao conselho sábio de alguém mais experiente e, na hora de escolher o prato, devoraremos tudo o que for frito e amarelo, em detrimento do que a nossa mãezinha nos ensinou... Ou seja, o Homem é, de todas as espécies animais, a menos desenvolvida, e que precisará de largos milhares de anos até atingir a perfeição e nível espiritual que todos os outros animais parecem ter já atingido. Não há pássaros obesos, os macacos não vivem infelizes nem deprimem, o cão, o gato, o peixe, todos nascem sabendo o que fazer da vida: seguir o instinto animal e as regras da Natureza!
O Homem, por seu lado, continua às cabeçadas, de um lado pro outro, fazendo tudo errado nos primeiros anos da vida, sofrendo as consequências disso e lamentando-se no final... E mesmo assim, ainda não encontrámos uma forma de explicar aos recentes bebés humanos o caminho da felicidade! Ao contrário dos bebés das outras espécies, o Humano não percebe nada.... Só pode ser Destino, Karma, Sorte, Azar ou outra fatalidade.

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