A Natalidade, tarefa Divina


Depois de nascer um bebé somos catapultados para um dia a dia caótico e desorganizado, onde nos sentimos absolutamente abalroados por uma onda gigante que ironicamente não mede mais que cinquenta centímetros... Toda a família direta é acordada para esta realidade, sem dó nem piedade, e mesmo nas casas onde os bebés já não são nenhum segredo, como é o meu caso, não há nada que nos prepare para os primeiros meses de vida de um ser Humano. Gritos, exigências, dores, sono, os bebés não nos poupam a nada, berrando a plenos pulmões tudo o que sentem, e voltando ao estado fofinho em nano-segundos, só para nos enganar por breves momentos e prevenirem-se de que não cometemos nenhuma loucura, sorrindo-nos batendo as pestanas... É preciso muita saúde mental para criar um filho, muita abnegação e sacrifício para viver durante vários meses uma vida de reclusão e sono. Uma tarefa difícil, a mais difícil das nossas vidas, mas que não trocávamos por nada neste mundo, porque depois de vermos o nosso filho pela primeira vez, mesmo todo negro, sujo e enrugado, ficamos enfeitiçados, e nasce em nós qualquer coisa esquisita e poderosa. Uns chamam-lhe instinto, mas eu quero crer que é um Dom Divino. Pois só algo de Transcendente poderia fazer-nos sentir um Amor tão bom por algo tão difícil... 

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