De sete em sete


Há quem tenha a convicção de que a nossa vida muda de 7 em 7 anos... Eu estive a refletir sobre isso e talvez haja alguma coerência nessa crença. Não que tenha acontecido algo de específico nessas datas, mas grandes mudanças interiores, chamemos-lhe crescimento, maturidade, comprovam a ideologia. Talvez agora nesta nova fase, que iniciou já em 2015, a minha tarefa seja "simplesmente" continuar a desligar-me de certas pessoas e problemas, limpar más energias, varrer convenientemente o salão de visitas e deixar lá apenas o essencial. É que depois de algumas décadas a aprender a viver com pessoas, chegamos a um ponto em que aprendemos isto: a Família é que interessa, é o único grupo de pessoas por quem devemos engolir sapos, é quem merece a nossa dedicação e sacrifícios e só entra na nossa Família de sangue quem nos estava destinado a pertencer também. E se o Destino tem alguma utilidade mística, e queremos crer que sim, é a Família a grande batalha da nossa existência. 
E isto significa o quê? Pergunto-me eu por vezes, tentando perceber o papel dos amigos na nossa vida... Significa que devemos evitar confundir amigos com Família, e gerir sabiamente as duas realidades, para não apanharmos desilusões nem desgostos, porque quem não é Família, mesmo que em algum momento nos pareça "familiar", vai e vem, de sete em sete. Parece um pouco amarga esta conclusão, mas se o pragmatismo já fazia parte de mim desde pequena, parece que agora, na 5ª volta do ciclo da vida, ele se destaca de todas as características.
Vamos lá ver o que os 42 anos me vão trazer... se der para fazer já o pedido, pode ser uma semana de férias sozinha com os meus e alguns livros. Obrigada!

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